5 exemplos simples de soluções baseadas na natureza para melhorar bairros nas cidades

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) lançou o Catálogo de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), com mais de 90 estratégias para adaptar cidades para eventos extremos do clima usando flora, fauna, drenagem sustentável, áreas verdes e edificações.

Voltado a gestores públicos, profissionais, organizações e cidadãos, as orientações abrangem desde intervenções simples, como jardins e canteiros em rotatórias e avenidas, até sistemas mais complexos, como renaturalização de rios, corredores ecológicos, parques reservatórios e telhados verdes para edifícios novos ou mesmo já construídos.

A SVMA disponibilizou o material para download gratuito. Veja a seguir cinco exemplos de soluções que podem otimizar calçadas e ruas de qualquer cidade para enfrentar desafios urbanos relacionados a calor extremo, enchentes, perda de biodiversidade e qualidade ambiental.

Tornar calçadas e ruas mais permeáveis

Evitando coberturas de cimento e asfalto em toda a extensão dos pavimentos urbanos, é possível criar espaços para drenagem da água da chuva, além de aumentar a cobertura verde da cidade. Para avenidas, o documento da prefeitura sugere canteiros verdes centrais, e para calçadas há opção de se pavimentar a entrada para casas e edifícios, deixando espaços sem pavimento entre um endereço e outro. Iniciativas da cidade de Dresden, na Alemanha, são usadas como exemplo.

Estacionamentos podem ter pavimentos com cimento vazado, que mantém a superfície firme ao mesmo tempo em que permite que a grama cresça e a água da chuva seja absorvida pelo solo.

Calçadas com árvores (que não caem ou se enredam na fiação)

Planejar o plantio de árvores em espaços urbanos é fundamental para evitar complicações quando a vegetação ganha corpo. As recomendações da prefeitura nestes casos variam de acordo com o porte da planta escolhida. Uma questão é importante em todos os casos: as árvores devem ser nativas, ou seja, de espécies características da região da cidade, ajudando assim no equilíbrio da biodiversidade local de plantas, aves e insetos, por exemplo.

A calçada deve ter no mínimo 1,90 metro de largura, para comportar a árvore sem afetar o trânsito de pedestres. Em locais com rede elétrica aérea, ficam preferíveis espécies de pequeno porte. Para calcular a distância mínima que a árvore deve ficar das edificações desde o momento do plantio, as regras são: 2 metros para porte pequeno, 4 metros para porte médio e 7 metros para porte grande. Para muros e gradis, as distâncias para estes mesmos portes são de 1 metro, 2 metros e 3 metros, respectivamente.

A alocação correta das árvores contribui para menos quedas, um fenômeno cada vez mais corriqueiro durante temporais em grandes cidades.

Vagas verdes

Usar o espaço que seria uma vaga para carros no meio-fio pode ser uma alternativa para aumentar a área verde da cidade, uma ferramenta natural contra enchentes e até mesmo para regular a temperatura, fornecendo sombra. As vagas verdes podem dar lugar a pequenos canteiros, árvores de porte e até mesmo frutíferas, criando uma atração natural para quem vive ou passa pelo local.

Rotatória biodiversa

Alguns espaços da arquitetura viária da cidade podem ser reaproveitados sem a alteração na estrutura. No caso das rotatórias, espaços muitas vezes apenas gramados, o plantio de espécies nativas pode gerar “miniflorestas” dentro da cidade, aumentando a biodiversidade, dando abrigo a aves e insetos, com a possibilidade de alocar árvores de grande porte.

Viaduto verde

O exemplo do High Line Park, e Nova York, se tornou célebre por mostrar como um “esqueleto” da infraestrutura cinza pode ser transformado em um espaço solar e verde em plena metrópole. Apostar nestas ilhas de conforto visual, sensorial e térmico é uma das sugestões catalogadas pela Prefeitura de São Paulo, embora neste caso demande uma organização da administração pública muito mais complexa para sua viabilização.

Fonte: Um Só Planeta.

Foto: Acervo SVMA.

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