O que o consumidor/eleitor pode fazer pelo meio ambiente

O que está mudando nos hábitos de consumo com os efeitos do aquecimento global e de eventos como o Super El Niño? O aumento das vendas de carros total ou parcialmente elétricos, por exemplo. Em 2025, foram mais de 223 mil unidades nas ruas e estradas brasileiras. Mas há um grande obstáculo a transformações no consumo diante dos eventos climáticos extremos: a sensação de impotência.

Essa sensação decorre da enormidade dos desafios, frente ao que uma família possa fazer. Ou seja, enquanto as construtoras erguem enormes em bairros residenciais, multiplicando o concreto em grandes, médias e até em pequenas cidades brasileiras, os cidadãos têm dúvidas sofre os efeitos da reciclagem doméstica, ou da importância de preferir marcas mais associadas a boas práticas ambientais.

O avanço dos eventos climáticos extremos, contudo, não dá margem a dúvidas. Temos de agir já, inclusive na cobrança de ações relevantes por empresas, governantes, parlamentares, autoridades do Judiciário etc. Vejamos dados que corroboram a urgência das ações individuais e coletivas. Conforme o Instituto ClimaInfo, mais de 80% dos municípios brasileiros são vulneráveis a desastres climáticos.

Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponível no site da instituição, abrangeu 133 municípios gaúchos. Uma das constatações: o impacto mais forte do evento climático foi a condição de saúde mental abalada.

Nos próximos dias 4 e 25 de outubro, o conjunto dos brasileiros a partir dos 16 anos de idade poderá contribuir para avanço ou atraso das ações públicas contra a devastação ambiental. Nas eleições para deputado estadual, federal, senadores e presidente, os cliques nas urnas eletrônicas terão muita importância nas futuras medidas efetivas contra os eventos climáticos extremos.

Você já avaliou, eleitor, eleitora, se os seus candidatos são ativos contra o aquecimento global ou negacionistas? Se estão preocupados ou fecham os olhos em relação às ilhas de calor das grandes cidades, como São Paulo?

Informe-se se os candidatos no próximo pleito têm histórico de proteção aos seis biomas do Brasil – Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa – ou se são favoráveis a “ir passando a boiada”, como propôs um ex-ministro do Meio Ambiente em 2020, em relação a afrouxar regras de proteção ambiental.

Em resumo: faça a sua parte, adote o consumo consciente e a coleta seletiva de lixo, economize água e energia elétrica, e vote de olho no histórico ambiental dos candidatos.

Fonte: Estadão.

Foto: Reprodução.

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