Em resposta ao conflito entre Estados Unidos-Israel e Irã, o Reino Unido anunciou um conjunto de medidas para impulsionar a energia solar e, assim, garantir sua soberania e a segurança energética.
O novo padrão Future Homes Standard determina que novas casas, com algumas exceções, incluindo edifícios altos, devem ser construídas com geração de eletricidade renovável no local. A previsão é que a maior parte dessa geração será feita por meio de painéis solares.
Além disso, as residências deverão contar com sistemas de aquecimento de baixo carbono, como bombas de calor – que funcionam com eletricidade em vez de gás e são mais eficientes do que as caldeiras tradicionais – e redes de aquecimento.
Segundo o governo britânico, essas medidas podem gerar uma economia de até £ 830 (aproximadamente R$ 5,7 mil) por ano nas contas de energia das famílias, e menos 75% emissões de carbono.
“A guerra com o Irã demonstrou, mais uma vez, que nossa busca por energia limpa é essencial para nossa segurança energética, para que possamos escapar das garras dos mercados de combustíveis fósseis que não controlamos”, disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, em comunicado.
Paralelamente, os britânicos poderão instalar painéis solares plug-in em suas varandas ou espaços externos. Esses equipamentos de baixo custo, que não necessitam de instalação, estarão disponíveis nas lojas dentro de alguns meses.
Até o momento, eles não são vendidos no Reino Unido devido a normas de segurança. Contudo, já são amplamente utilizados em residências por toda a Europa, com a Alemanha registrando cerca de meio milhão de novos dispositivos conectados por ano.
Reportagem da BBC relata que as mudanças foram bem recebidas pela indústria de energia e por aqueles que trabalham com tecnologia verde.
“Isso vai dar clareza ao mercado do Reino Unido, aos instaladores, construtores e fabricantes, de que existe um mercado significativo”, enfatizou Garry Felgate, CEO da MCS Foundation, que certifica instaladores de sistemas de aquecimento de baixo carbono.
Para o partido dos Conservadores, no entanto, o governo deveria emitir licenças para novos campos de petróleo e gás no Mar do Norte e eliminar os subsídios verdes. Mas, em declarações ao programa Today da R4, o Ministro da Energia, Michael Shanks, afirmou não aceitar que a exploração de mais poços seja a solução para reduzir as contas de energia.
“Durante 60 anos, o Mar do Norte foi um recurso extremamente importante para o fornecimento de energia ao país, mas nos últimos 20 anos tem estado em declínio”, apontou. “O Mar do Norte continuará sendo extremamente importante… mas nosso futuro a longo prazo não reside nos combustíveis fósseis.”
Fonte: Um Só Planeta.
Foto: Geography Photos/Universal Images Group via Getty Images.


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