RN terá usina de hidrogênio verde com investimento de R$ 12 bilhões

O Rio Grande do Norte vai implantar uma usina de hidrogênio verde no estado com investimento estimado de R$ 12 bilhões. Um passo a mais foi dado, com a apresentação internacional da licença ambiental prévia emitida pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema) na Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, na Alemanha.

Assim, o Rio Grande do Norte solidifica sua posição no cenário global de energias limpas ao apresentar, nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026. A decisão, impulsionada pelo Governo do Estado em conjunto com órgãos como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e o Conselho Estadual de Meio Ambiente, abre caminho para um investimento estimado em R$ 12 bilhões, prometendo transformar a economia local e impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.

O documento apresentado é uma licença prévia que contempla o Projeto Morro Pintado, que será implantado em Areia Branca, no litoral potiguar. A licença já tinha sido entregue à empresa responsável pelo empreendimento no dia 10 de abril, mas foi apresentada a investidores e outras empresas no evento internacional.

A Brazil Green Energy pretende implantar de uma planta de hidrogênio verde e amônia verde com 500 mw de capacidade instalada e produção estimada de 80 mil toneladas por ano.

“Em Hannover, a licença ganhou projeção internacional ao ser apresentada a investidores e empresas interessadas em participar do empreendimento, consolidando a segurança jurídica e a capacidade institucional do Rio Grande do Norte para receber projetos de grande escala”, disse o governo.

Segundo o governo, a licença ambiental foi viabilizada após a aprovação da resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), que regulamentou a atividade de produção de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte.

O estado publicou o Atlas de Hidrogênio Verde neste mês, com informações técnicas para a produção no estado.

Segundo Ranieri Rodrigues, pesquisador e engenheiro civil do Instituto Senai de Inovação e Energias Renováveis, enfatiza que o documento demonstra que o estado possui um potencial de produção que, utilizando apenas 20% das áreas aptas, supera a demanda projetada para 2040 – mais de 20 milhões de toneladas anuais para 11 milhões de demanda esperada.

Sobre uso da água para a produção do hidrogênio verde, “o mapeamento já considerou o uso de água de reúso e dessalinizada, não dependendo de mananciais superficiais ou subterrâneos”, explicou.

O que é hidrogênio verde

O hidrogênio é o elemento mais abundante do universo, mas está sempre combinado com outro elemento, como na água. A fórmula H₂O é formada por duas partículas de hidrogênio e uma de oxigênio.

Para utilizá-lo de forma isolada, é preciso separá-lo, e isso é feito por um processo chamado eletrólise – uma corrente elétrica divide o hidrogênio do oxigênio.

Essa tecnologia não é nova. O hidrogênio, inclusive, ajudou a levar o homem à Lua. Ele foi um dos combustíveis usados pela Nasa nos foguetes do programa Apollo.

Hoje, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), a maior parte da produção mundial de hidrogênio ainda vem do gás natural, um combustível fóssil.

Agora, no contexto da transição energética, que é a substituição gradual do combustível fóssil para fontes de energia limpa, o hidrogênio verde se tornou uma grande aposta.

E como ele é produzido? O método é o mesmo: a eletrólise. A diferença é que, quando a eletricidade usada nesse processo vem de fontes renováveis, como a solar ou a eólica, o resultado é o hidrogênio verde, por ser produzido com baixíssima emissão de carbono.

Novos investimentos

De acordo com o Governo do Estado, o investimento bilionário deverá gerar empregos diretos e indiretos, movimentar cadeias produtivas e fortalecer a economia potiguar.

A decisão não representa apenas um marco técnico; ela acende uma luz de esperança para milhares de famílias potiguares. A expectativa de geração de empregos qualificados e o fortalecimento das cadeias produtivas locais prometem aquecer a economia, oferecendo novas oportunidades e dignidade para a população. Além disso, o projeto solidifica o compromisso do estado com um futuro mais verde, contribuindo diretamente para a saúde ambiental e a qualidade de vida da sociedade.

Fontes: g1, Saiba Mais, Blog FM.

Foto: Divulgação.

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