Quantas toneladas de plástico vão parar em mares, rios e lagos a cada ano?

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho e, este ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que a data iria dar foco à poluição por plásticos. Com isso, a instituição chamou a atenção para dados arrebatadores sobre o problema.

De acordo com um relatório lançado em 2021, cerca de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidos anualmente. Desse total, 11 milhões vão parar em mares, rios e lagos. “Isso é, aproximadamente, o peso de 2,2 mil Torres Eiffel juntas”, diz o comunicado da ONU sobre o tema.

Esse é um problema de consequências muito amplas. A ONU aponta que mais de 800 espécies de animais marinhos e costeiros são diretamente afetadas pela ingestão, enredamento e outros perigos. Enquanto isso, entre 300 e 600 bilhões de dólares são destinados anualmente aos custos dos problemas ambientais e sociais causados pela poluição por plásticos.

Para os seres humanos, a consequência mais debatida tem sido a da incidência de microplásticos. Essas partículas extremamente pequenas estão por toda parte, contaminando a água, os alimentos e, por consequência, o organismo dos seres vivos.

A ONU estima que cada ser humano consome cerca de 50 mil partículas de microplástico por ano. Esse número é ainda maior se a inalação para considerada no cálculo.

Análises científicas comprovam a presença de microplástico no cérebro de humanos, no leite materno, em placentas e muito mais. Partículas também já foram encontradas em locais remotos do planeta, atestando que o problema  já não encontra fronteiras.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que “os resíduos plásticos entopem os rios, poluem o oceano e colocam em risco a vida selvagem”. “E à medida que se decompõem em partes cada vez menores, ele se infiltra em todos os cantos da Terra: do topo do Monte Everest às profundezas do oceano; de cérebros humanos; ao leite materno humano”, citou.

Inger Andersen, diretora-executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, destacou que acabar com a poluição plástica é um imperativo de saúde humana, planetária, econômica e empresarial.

“Acabar com a poluição plástica é possível. Mas não podemos nos apoiar apenas na reciclagem. Somente abordando todo o ciclo de vida, bem como usando abordagens circulares, podemos garantir que a poluição plástica fique fora de nossos oceanos, solos e corpos”, afirmou.

Ações ao redor do mundo

Focando no combate à poluição plástica, n quarta-feira (0406), a GPML, parceira da PNUMA, lançou o Global Plastics Hub, uma plataforma para unificar dados sobre o descarte incorreto.”O Hub visa oferecer um ponto de acesso à informações precisas e atualizadas sobre lixo marinho, resíduos poluentes, bem como um fórum virtual para que as partes interessadas possam se reunir”, explica o site da ONU.

Fontes: Revista Galileu, Correio Brazilience, Terra.

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