Brasil está entre países com mais casos de ataques de tubarão; veja ranking

Os tubarões sempre provocaram pânico, registrados em desenhos da Idade Média, em relatos de aventureiros no século XIX e em jornais no início do século XX. Agora, pela primeira vez, uma instituição de pesquisa, o Florida Museum, o primeiro grande levantamento global de ataques desde 1580 até hoje — sim, desde o século XVI, depois de minuciosa compilação.

O Brasil está entre os primeiros países no ranking internacional de ataques de tubarão. O dado do mapa elaborado pelo Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão (ISAF, na sigla em inglês) do Museu da Flórida, no Estados Unidos.

Neste domingo (31), o Brasil registrou mais um ataque. Uma criança de 11 anos foi mordida por um tubarão, na Praia de Piedade, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife e teve que amputar a perna. A praia concentra o maior número de ataques de Pernambuco. Na tarde desta segunda-feira (1º), na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, uma mulher foi mordida por um tubarão-tigre.

No ano passado, a ISAF confirmou 65 mordidas de tubarão não provocadas e 29 mordidas provocadas. Houve 12 mortes confirmadas relacionadas aos ataques — 9 dessas foram classificadas como não provocadas.

Ataques provocados e ataques provocados

Ataques “não provocados” são definidos como incidentes em que uma mordida em um ser humano vivo ocorre no habitat natural do tubarão, sem provocação humana. Já os ataques “provocados” acontecem quando um humano inicia alguma interação com um tubarão, Já os ataques “provocados” acontecem quando um humano inicia alguma interação com um tubarão.

A maioria dos ataques não provocados são mordidas “teste”, ou seja, quando um tubarão confunde um humano com uma presa. Quando isso acontece, o animal geralmente sai nadando após uma única mordida. No entanto, algumas espécies, como os tubarões brancos e os tubarões-tigre, são grandes o suficiente para que mesmo uma única mordida possa ser fatal.

A maioria das mordidas está associada ao surf e esportes de prancha, ainda de acordo com o relatório. Os surfistas e praticantes de esportes de prancha foram responsáveis por 42% dos incidentes de 2023. Nadadores representaram 39%, enquanto os praticantes de snorkel e mergulhadores livres representaram 13% — os 6% restantes foram classificados como “outros”.

 Veja o ranking:

EUA — 1441

Austrália — 642

República da África do Sul — 255

Brasil — 107

Nova Zelândia — 52

Papua Nova Guiné — 48

Ilhas Mascarenhas (Ilha da Reunião) — 46

México — 40

Ilhas Bahamas — 29

Irã — 23

Ilhas Fiji — 22

Egito — 22

Nova Caledônia — 15

Japão — 15

Grécia — 15

Índia — 14

Itália — 13

Hong Kong — 13

Equador — 12

Cuba — 12

Moçambique — 11

Indonésia — 11

Filipinas — 11

Porto Rico — 11

Ilhas Salomão — 11

Vietnã — 10

Panamá — 10

Ilhas Marshall — 8

Iraque — 8

Kiribati — 8

Costa Rica — 7

Polinésia Francesa — 6

Quênia — 6

Ilhas Canárias — 6

Espanha — 6

França — 5

Líbia — 5

Malta — 5

Croácia — 5

Arábia Saudita — 5

O ranking ainda considera outros 50 países, que têm menos de 5 ataques registrados. Os dados são coletados por voluntários de ciências por todo o mundo, como observadores regionais. Pela metodologia de coleta, os dados podem divergir dos números oficiais de cada país.

Ataques em Pernambuco

Desde 1992, Pernambuco registrou 82 incidentes com tubarão, sem contar o caso deste domingo. A ocorrência mais recente aconteceu na Praia Del Chifre, em Olinda, e vitimou Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, que morreu.

Antes disso, no dia 9 de janeiro, em Fernando de Noronha, a turista Dayane Dalezen, de 36 anos, foi mordida na perna por um tubarão-lixa. Após o ocorrido, ela foi atendida no hospital da ilha e liberada. O ferimento foi considerado sem gravidade.

Os últimos incidentes de mordida de tubarão no Grande Recife haviam sido em 2023, quando, em menos de 15 dias, um surfista foi mordido na Praia Del Chifre, e dois adolescentes foram mordidos em dias seguidos em Piedade.

Fontes: g1, UOL, Veja

Foto: Freepik/wirestock.

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