Entenda o que é o Crédito de Carbono

Com o intuito de definir metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa, o Protocolo de Quioto foi criado em 1997, mas entrou em vigor no ano de 2005. Atualmente, em seu segundo período de compromisso, os países se comprometeram em reduzir as emissões em pelo menos 18% entre 2013 e 2020. Por meio de um Decreto Legislativo, o Brasil aprovou o texto do Protocolo de Quito em 2002.

Uma das principais discussões da COP26 é o mercado de crédito de carbono. A alternativa surge para incentivar setores da economia a diminuírem a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, vai de encontro com a meta estabelecida pelo Acordo de Paris, que tem como objetivo reduzir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera. De acordo com um relatório divulgado pela consultoria financeira Refinitiv, o mercado de crédito de carbono aumentou 20% em 2020, movimentando US$ 227 bilhões.

“O mercado de carbono é uma área em ascensão no Brasil, já que muitas empresas estão preocupadas em neutralizar suas emissões. Aquelas que têm como propósito e cultura a redução da poluição podem emitir seus créditos por meio de selos e credenciais”, explica Bruno Vieira Lourenço, consultor de sustentabilidade da Grant Thornton. Segundo um estudo feito pela consultoria WayCarbon, o Brasil poderia oferecer cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono nesse mercado até o fim da década, o que movimentaria cerca de R$ 100 bilhões.

Mas afinal, o que é um crédito de carbono?

Com o protocolo, a redução das emissões de gases do efeito estufa passaram a ter valor econômico. Por isso, o crédito é como um certificado que os países, empresas ou pessoas compram para mitigarem a emissão os gases.

Um crédito de carbono corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono (CO2). Governos de vários países determinam metas de emissão de CO2 para setores específicos e suas empresas. Enquanto algumas conseguem atingi-las e até mesmo superar os números, outras não vão diminuir a poluição como o esperado.

Dessa forma, empresas que poluem menos podem gerar créditos dessa “sobra” e vender para aquelas tem um nível de emissão alto e desejam compensá-lo. Esse é o mercado de crédito de carbono regulado. Existe também o voluntário, no qual empresas e pessoas compram créditos de projetos florestais e neutralizam suas emissões espontaneamente. No Brasil só há mercado de carbono voluntário.

As toneladas de carbono, medida usada para contabilizar as emissões dos gases, passam por uma certificação e são registradas em algum projeto de carbono. Nesse sentido, os gases de efeito estufa (GEE) são convertidos em unidade de dióxido de carbono equivalente (CO2e).

Com metas cada vez mais agressivas quando o assunto é meio ambiente, a tendência é que o crédito de carbono fique cada vez mais caro. Em maio de 2018, um crédito custava cerca de € 16. Em abril de 2021, ultrapassou os € 46 euros,  ou seja, teve uma valorização de mais de 187%. E é aí que o mercado financeiro se beneficia.

Fontes: Save Cerrado, Inteligência Financeira, CEBDS.

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