Reconstrução da Ucrânia deve incluir componente ambiental, diz comissário da UE

O Comissário da União Europeia (UE) Virginijus Sinkevicius não tem dúvidas que o custo ambiental da guerra está aumentando diariamente. “Serão necessárias gerações para reparar este ecocídio”, disse comissário europeu em visita ao país.

O plano de reconstrução da Ucrânia terá de incluir uma componente ambiental para restaurar os ecossistemas do país devastados pela guerra, Virginijus Sinkevicius.

Destruição em massa de florestas, terras agrícolas minadas e poluídas por substâncias químicas espalhadas por armamento e munições, cursos de água e solos contaminados ao redor de instalações industriais bombardeadas, além da destruição de infraestruturas e de vidas humanas foram alguns aspectos mencionados por Virginijus Sinkevicius.

Há que olhar para a dimensão da catástrofe causada pela estratégia russa: há vidas e destinos humanos desfeitos, famílias separadas e, também, danos ambientais. Quando se chega à floresta e se veem 700 hectares destruídos, explodidos e reduzidos a trincheiras, é de partir o coração, é um crime de grande envergadura”, referiu o responsável da UE.

“Serão necessárias gerações para reparar este ecocídio. Mas vamos fazê-lo, a Ucrânia recuperará o seu meio ambiente único”, escreveu o comissário no Twitter, apesar de a qualificação de ecocídio ainda não fazer parte do universo legislativo da UE.

O comissário europeu acrescentou que o custo ambiental “está aumentndo todos os dias”, à medida que são bombardeadas centrais químicas, tomadas centrais nucleares, atacadas estações de tratamento de água e existem fugas de esgotos.

“Assim, os níveis de poluição estão se acentuando” e, além das bombas e outras munições lançadas em território ucraniano, “há milhares de toneladas de equipamento militar russo destruído, resíduos metálicos com óleo queimado” e substâncias potencialmente tóxicas, vincou.

Uma conferência nos dias 4 e 5 de julho, em Lugano (Suíça) reuniu os aliados da Ucrânia, instituições internacionais e o setor privado para elaborar um “Plano Marshall” para a reconstrução do país e este programa terá “absolutamente” de incluir uma componente ambiental, preconizou Virginijus Sinkevicius.

Fonte: Observador.

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